Carnaval. A festa do povo. A festa que faz janeiro perder o posto de primeiro mês útil do calendário – afinal de contas, todo mundo sabe que o ano só começa mesmo depois dos desfiles das escolas de samba de Rio e São Paulo, da passagem dos trios pelo circuito Barra-Ondina, em Salvador, e do fervo do frevo de Recife. Em suma: estamos quase em março, mas de alguma forma estamos nos primeiros momentos de 2013. E aqui cabe uma observação: a moda brasileira também parece preguiçosa e lenta, como se há pouco tivesse estourado os espumantes da noite de Réveillon. Pode ser que esse sentimento tenha a ver com o buraco que a São Paulo Fashion Week e o Fashion Rio deixaram nesse começo de ano – as semanas de moda ocorrem agora, em março, e até lá estamos vivendo, relendo e nos inspirando nas apresentações passadas. Mas certamente essa é apenas a impressão que fica para os meros observadores, já que grifes e estilistas estão quebrando as cabeças neste exato momento, trabalhando nas próximas coleções.
Mas a sensação que fica é que só temos as passarelas internacionais, sem aquela cor nacional, para nos guiar até que as primeiras tendências cruzem as passarelas da Bienal. E já que tudo parece assim, meio ainda como uma tela em branco, é impossível fazer apostas. No entanto, depois de uma passagem para lá de intensa por Salvador nos dias de folia, decreto, sem medo de errar: abadá, seja lá de que artista ou camarote for, é o maior crime fashion de todos os tempos. Não adianta colocar fitinha, glitter e paetê, nem recrutar estilista famoso para fazer um recorte diferenciado. É erro, não tem jeito. E não é um julgamento: também entrei nessa e tomei um susto ao olhar no espelho e ter a impressão de que estava tudo bem. Acontece. Carnaval é Carnaval. E já que o ano não tinha começado, que esse deslize fashion fique guardado, ali, no passado. E que venha 2013!
domingo, 24 de fevereiro de 2013
sábado, 26 de janeiro de 2013
Umas verdades de Diane Von Furstenberg
"Fui jovem na hora certa. Nos anos 70 já existia a pílula, mas não havia a Aids. Me diverti muito, mas na essência sempre fui séria. Se você é assim, até pode ser fútil na superfície. O problema é ser fútil na base"
"Apostei em vestidos que eram diferentes de tudo o que se usava na época. O importante mesmo é você fazer o que acredita, ser sincera consigo mesma"
Diane em matéria publicada na "Vogue" Brasil de janeiro
"Apostei em vestidos que eram diferentes de tudo o que se usava na época. O importante mesmo é você fazer o que acredita, ser sincera consigo mesma"
Diane em matéria publicada na "Vogue" Brasil de janeiro
domingo, 6 de janeiro de 2013
Romeo Beckham para Burberry
Como resistir ao filho de Victoria e David Beckham na campanha da britânica Burberry?
Creepers são os novos sneakers
Eles deram o que falar, mas...já estão mais do que em liquidação. Os sneakers, os tênis de salto alto que foram uma verdadeira mania, inevitavelmente tiveram de descer do salto para dar lugar à próxima tendência que deve fazer a "cabeça" dos pés mais antenados. A boa nova responde pelo nome de creepers, tênis de solado grosso de borracha. Sem o salto pronunciado do colega antecessor, o modelo que tem tudo para se tornar o queridinho da temporada parece mais confortável e de quebra também garante uns centímetros a mais. Deve emplacar porque todas as grifes, digo todas, terão um creeper para chamar de seu e para colocar na vitrine. É esperar para ver! É esperar para calçar! Ou esperar para ter certeza de que não se quer usar tênis com plataforma.
sábado, 22 de dezembro de 2012
Os chinelos da Berrini ou a boa nova da novela das 21h
Primeiro disseram que o mundo iria acabar. Depois que tudo não passava de uma data para marcar um importante recomeço. Mas não estaria o recomeço no raiar de cada dia, ali, meio que na espreita do que as próximas horas poderiam trazer, criar, abrir espaço ou sabe-se lá o que mais diante das infinitas possibilidades que a vida oferece? Pois bem, 2012 não acabou com o mundo. Nos últimos suspiros do ano, as pessoas seguem amando (ou não), trabalhando (ou não), rindo ou chorando, ou rindo e chorando ao mesmo tempo, matando e morrendo por aquele presente de última hora que precisa ser comprado. Seguem paradas no trânsito infernal causado pelas árvores de Natal cada vez mais incríveis (ou não, depende do ponto de vista) que pipocam na cidade e fazem as pessoas sonharem. Com o que? Juro que ainda não decifrei o mistério que faz muita gente tirar foto de árvore de plástico e achar tudo lindo nesta época. Que fique claro: não julgo, acho bonito até. Coisa de gente evoluída. Eu que não cheguei lá, acho.
Seguimos trombando com a multidão na avenida Paulista, ouvindo relatos tristes de amores que não engataram e celebrando paixões que aconteceram aqui ou ali, do outro lado do mundo. Ou seja, o mundo não acabou, vida que segue igual. Quer dizer, quase igual. Um movimento tem me intrigado lá pelos lados do Brooklin, o bairro dos executivos, onde todo mundo parece falar ao menos três línguas. Todas as manhãs e todas as noites, vejo mulheres impecavelmente vestidas usando chinelos. Sim, é como se elas fossem produzidas em uma fábrica. São chinelos de todos os tipos, a maioria estilo Havaianas. São poucas as que usam transporte público e ainda saem e voltam para casa usando os saltos altíssimos que fazem a trilha sonora ruidosa dos escritórios próximos a Berrini. O lance agora é colocar os sapatos quando já se está próxima do trabalho e tirá-los assim que se ganha a rua na hora de ir embora. Eu não conseguiria. Não sei explicar bem o motivo, mas esse movimento não me pegou. Mas ele existe, forte, organizado e legítimo.
Agora se tem um movimento que tem todo o meu apoio e que penso super em abraçar é o cinto duplo que surgia de vez em quando em editoriais de moda e que passou a bater cartão na casa de todo mundo que tenha paciência para ver ao menos um bloco de "Salve Jorge". Adepta da moda, a personagem de Giovanna Antonelli é o ponto alto fashion da novela. Cada aparição dela alimenta aquela vontade louca de ter um closet igual ao da delegada Helô. Por mim, a trama poderia ser só sobre ela e os cintos, um mais grifado que o outro. Dener certamente aprovaria. Pelo menos, eu acho.
domingo, 9 de dezembro de 2012
Mick Jagger e suas ideias sobre moda
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domingo, 2 de dezembro de 2012
Pensamento fashion para um domingo de dezembro
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