sábado, 20 de agosto de 2011

Tal pai, tal filha



Que Kirsten Dunst é linda não há dúvidas. Assim como é óbvio seu talento como atriz, mas que ela me desculpe. 'Melancolia' é o filme de Charlotte Gainsboug. Dona de uma beleza nada convencional - assim como a do pai, Serge Gainsbourg -, Charlotte é a personificação do cool. Tudo nela fica bem. E o tudo muita vezes é o mínimo possível, como uma calça jeans qualquer (e até mesmo surrada) acompanhada por uma blusa fluida desabada. Ela não precisa de muito figurino para transmitir uma personalidade interessante e cheia de nuances, que transcende seu posto de ícone fashion, passando por suas belas atuações no cinema e na música. Para mim, ela traz consigo um pouco de Patti Smith.




Em 'Melancolia', Charlotte se coloca como figura pertubada e pertubadora desde a parte dedicada à personagem de Kirsten. Ainda que ela não se mostre por inteiro no primeiro bloco do filme, sabemos que hora menos hora alguma coisa vai tirá-la do sério. E isso é demonstrado em pequenas ações, olhares perdidos e muitas sutilezas.



Quando o capítulo dedicado à sua história começa, lá está ela pronta para escancarar o que sua beleza nada óbvia - ou talvez até a ausência de encantos visuais imediatos -deixa explícito. A filha de Gainsbourg é puro talento. É pura atitude. E, aos meus olhos, a figura mais cool e interessante no cinema atual. Dener, ah, acho que ele amaria Charlotte. Gente interessante sempre o impressionou. Sábio homem.

Pensamento fashion de Jessica Chastain

"I'm one of those people who get energy from beautiful clothes. I immediately feel like a new person"

Na 'Vogue' americana, agosto

domingo, 14 de agosto de 2011

Sean Penn: fundamental



Toda vez que vejo Sean Penn me lembro de uma biografia imensa da Madonna que li na época de sua última turnê pelo Brasil. Era um catatau com uma série de histórias daquelas que a gente adora acreditar mesmo sabendo que há uma grande chance de ser um belo apanhado de factóides criado por alguém disposto a vender muitos e muitos livros. Independentemente de ser verdade ou não, um capítulo contava que numa ocasião Madonna estava enloquecida em casa, doida para sair. Cansado dos acessos da mulher, Sean Penn teria a jogado no chão da cozinha e se sentado nela para impedir que a cantora saísse.


Pois bem, esse não é o tipo de comportamento que a imagem de Sean Penn me passa, por isso mesmo acho bem curioso e considero a hipótese de ser uma grande mentira. A imagem que ele me passa é exatamente a que ele estampa lindamente em 'A Árvore da Vida'. No denso filme de Terrence Malick, Penn é mais um dos personagens que gravitam entre grandes questões da natureza, família e religião. Mas ainda assim, sem qualquer apelo sexy e dividindo a cena com um Brad Pitt ora bonito ora envelhecido, Penn é o retrato da virilidade.



Sempre de terno escuro e bem cortado, ele aparece e pronto. Tudo nele é cool, as rugas cada vez mais expressivas e o olhar carregado. O cabelo desarrumado, o andar meio sem rumo. Ainda que ele tenha mesmo impedido Madonna de sair de casa usando um método nada elegante como o descrito no livro, Sean Penn é o retrato do homem que envelhece bem sem perder o frescor, a identidade e o estilo. Dener, bem, tenho para mim que Dener mataria e morreria por Sean Penn, mas isso ninguém nunca vai saber. O que dá para saber com certeza é que não dá para não amar cada ruguinha e cada aparição do ator e diretor. Brad Pitt que me perdoe, mas o Sean Penn que é fundamental.

Pensamento fashion de Pedro Lourenço



"Repito sempre: 'se o homem foi à Lua, pode fazer o que quiser com um pedaço de tecido"


em entrevista à 'Vogue', de agosto

sábado, 6 de agosto de 2011

Sim, ele está por todos os lados

Eu bem achei que tudo não passava de mais um boato fashion, daqueles que a gente vive ouvindo por aí e que fazem questão de alarmar uma possível volta da pochete e da calça semi bag, por exemplo. Nem mesmo a reportagem da 'Vogue' deste mês sobre a volta do escarpim branco havia me convencido de que o calçado iria mesmo dar as caras no verão 2012. Mas não é que na Oscar Freire todas as lojas tem um escarpim branco para chamar de seu? Primeiro levei um susto, depois fiquei pensando em quem teve a ideia de resgatar tal modelo e, quando eu já estava na Corello, confesso, fiquei tentada a ter um para combinar com um vestido ajustado e bem romântico. Fiquei só na vontade. Mesmo com todo o aval fashion, eu acho sapato branco ainda muito audacioso. Coisa para gente bem corajosa. Dener, ah, eu acho que ele aprovaria porque gostava de um certo exagero. Certeza mesmo, só uma: escarpim branco vai pegar no verão, seja lá isso bom ou não.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Não tem como não amar os sapatos Louboutin

Eles são caros, mas só de olhar para eles dá para ver que valem cada centavo. Um sapato desses muda um look, um dia, uma semana, e quem sabe, uma vida toda.

Pensamento fashion de Costanza Pascolato

"A verdadeira elegância está mais contida - com mais refinamento, graça e frescor - e vai na contramão da ostentação para determinar o novo 'grande luxo' que, por ser raro e sutil, é essencialmente subversivo"

Na 'Vogue' de agosto